A casa é um ícone.
Ela aponta para algo maior do que si mesma.
Aponta para a dignidade da família brasileira,
para a ordem da vida cotidiana,
e para a verdade objetiva da beleza, cujas regras não foram inventadas pelo homem, mas recebidas.
Acreditamos que Deus inscreveu na realidade leis de ordem, proporção e harmonia, e que o ser humano floresce quando vive em conformidade com essas leis. A beleza não é relativa. Ela é reconhecida porque educa, ordena e eleva.
Por isso, projetar uma casa não é atender a gostos pessoais, nem seguir tendências, nem repetir linguagens vazias.
Projetar uma casa é assumir responsabilidade pela formação de uma família.
A casa educa.
Ela ensina sem discursos.
Ensina quando organiza os espaços segundo hierarquia e finalidade.
Ensina quando protege o silêncio, o estudo, a convivência e a oração.
Ensina quando devolve à família o centro que foi perdido ao longo da degradação cultural.
Quando a técnica passou a mandar mais que o sentido, quando tudo foi aberto e exposto, quando a televisão ocupou o lugar de honra e a vaidade tomou o lugar da virtude, a casa deixou de formar — e passou a deformar.
Trabalhamos para restaurar a casa como escola de virtudes.
Chamamos nosso trabalho de Arquitetura Perene porque não buscamos estilos, épocas ou modismos. Buscamos aquilo que permanece. A Arquitetura Perene é o reconhecimento de que existem princípios universais da boa arquitetura — princípios que atravessaram civilizações, educaram povos e resistiram ao tempo porque estão de acordo com a natureza humana.
Compreendemos que nenhuma arquitetura se sustenta apenas pela forma, pela técnica ou pela tradição exterior.
Sem um fundamento metafísico — isto é, sem uma compreensão verdadeira do que é o homem, da sua finalidade e da ordem da realidade — toda arquitetura, cedo ou tarde, se corrompe.
Mesmo aquilo que é feito com boa intenção e linguagem correta perde o sentido quando se desconecta da verdade sobre o ser humano. A forma permanece por um tempo, mas o espírito se perde, não se reconhece.
Por isso, antes de projetar casas, buscamos compreender o que é a casa, o que é a família e para que o homem vive. Não basta repetir modelos do passado. É necessário compreender os princípios que os tornaram bons — e aplicá-los com responsabilidade no presente, naquele local, naquelas circunstâncias.
A arquitetura clássica nos oferece um cânone preciso da beleza universal.
A tradição brasileira nos oferece estratégias riquíssimas para enraizála e a beleza funcionar com nosso clima, nossos costumes e nossa alma.
Projetamos casas de Arquitetura Tradicional Brasileira, canonicamente corretas, com linguagem própria, pensadas para durar gerações. Casas dignas de herança, capazes de contar, em cada canto, como aquela família viveu, se ordenou e se elevou.
Acreditamos que uma casa verdadeiramente bela transforma a vizinhança. Quando uma casa se ordena, a rua se eleva. Quando a beleza aparece sem vaidade, ela convida, não impõe. Ela desperta o desejo de imitação e reconstrói o tecido da vida comum.
Trabalhamos com famílias nobres de coração: aquelas que compreendem que legado não é apenas patrimônio, mas cultura, memória, hábitos e valores transmitidos.
A beleza, para nós, não é um fim em si mesma.
Ela é um caminho para nos levar ao bem e a verdade.
Buscamos a beleza todos os dias porque, ao contemplar as belezas menores, aprendemos a não nos perder e a caminhar em direção à Beleza Suprema, que é o próprio Deus. A casa bem ordenada torna-se, assim, um lugar de descanso para o mundo e um auxílio para a alma.
Não buscamos quantidade,
buscamos modelos que elevarão as famílias brasileiras.
A Arquitetura Perene será assunto do café da manhã das famílias brasileiras.
Não por discurso.
Mas porque a vida dentro das casas terá mudado.
Quando a casa é boa,
ela aponta para o alto e é para lá que queremos te elevar.



